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Cloud Computing: O que é e porque usar.

Com certeza quando falamos de Cloud Computing lembramos de icloud ou Sky drive porém usufruímos longamente desta tecnologia, em todos os momentos. Muita gente já usa cloud computing. Basta ver os usuários das redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter. Os usuários do Gmail, Hotmail, WordPress, Youtube e Flickr. E de muitas outras aplicações como Delicious ou TripAdvisor. E os que compram livros na Amazon. Outras aplicações seguirão este rumo. A Netflix já anunciou que vai eliminar a necessidade de fazer downloads de filmes. O streaming passará a ser o padrão para ver vídeos e ouvir músicas. Armazenar fotos, vídeos e músicas não será mais no seu PC mas em nuvens, acessíveis por quaisquer dispositivos.

 O uso de cloud computing se dissemina em ritmos variáveis, dependendo das características de cada país. No Brasil, por exemplo, ainda temos sérias limitações de banda larga, inibindo uma maior disseminação da computação em nuvem. Cloud Computing tem uma relação de dependência direta com a banda larga. Por aqui, já vemos que a banda larga móvel ultrapassou a fixa.

Nos primeiros três meses deste ano o número de assinantes de banda larga móvel chegou a 11,9 milhões, sendo 100 mil a mais que o acesso fixo. As estimativas apontam que até o fim deste ano serão 18 milhões de usuários de banda larga móvel contra 13 milhões de assinantes de banda larga fixa. Neste primeiro trimestre, o numero de celulares 3G já chegou a 8,7 milhões.

Mas a banda larga móvel no Brasil ainda apresenta problemas, como uma densidade abaixo da média mundial e preços maiores que os praticados na América Latina e Europa. Também o subdimensionamento das redes, em especial em relação à capacidade de transmissão faz com que os níveis de serviço estejam aquém do desejado.

Uma coisa é a crescente utilização da computação em nuvem e o deslocamento de funções computacionais para smartphones, tablets e outros dispositivos móveis. Estes dispositivos estão cada vez mais poderosos. Outra é o desaparecimento dos PCs. Estes, assim como a telefonia fixa, estão em uma rota declinante, mas não desaparecerão, pelo menos não nos próximos 5 a 10 anos. Os PCs podem ser considerados como telefones fixos, ainda existem, mas caminham lentamente para desaparecerem completamente.

É provavel que o cenário mais comum seja um ambiente híbrido, com a maioria das funções sendo obtidas a partir das nuvens computacionais, mas algumas outras ainda resistindo nos PCs.

Em minha opinião, a disseminação da computação em nuvem será mais lenta nas grandes empresas, por questões de segurança e controle. Estas provavelmente trilharão inicialmente o caminho das nuvens privadas. Mas empresas de pequeno porte e a maioria dos usuários finais usarão mais e mais nuvens públicas, muitas vezes sem o saber. Um usuário acessando um PC usará uma aplicação sem ter noção se ela está no seu computador ou residindo em uma nuvem pública, que esteja mesmo em outro país. Na prática, ele usará o PC e a cloud ao mesmo tempo e de forma indistinta.

De maneira geral superestimamos os apelos tecnológicos de curto prazo (ciclo do hype) e subestimamos os impactos na sociedade a médios e longo prazo. Basta vermos os exemplos anteriores do próprio PC, do email, da Web, do Google e agora do Facebook. Não compreendemos seu alcance no início, mas que, indiscutivelmente foram, ao longo do tempo, agentes de dramáticas mudanças nos comportamentos e hábitos sociais. Cloud computing vai se tornar mais e mais importante, mudando a relação de uso das empresas e das pessoas com a computação. Os próprios gate-keepers de acesso à Internet, hoje os ISP (Internet Service Providers), serão substituídos por empresas como Google e Apple. Os conceitos já quase obsoletos do PC e de seus sistemas operacionais e softwares residentes em discos rígidos (que precisam de download para instalação e aplicações de patch) perderão espaço para smartphones, tablets e outros dispositivos móveis e nas nuvens. E quem sabe se, no  futuro, Windows não será o Chrome OS?

Mas, prever futuro é sempre uma incerteza. Eu creio que a essência dos conceitos e idéias da computação em nuvem ainda vão evoluir bastante. Estamos ainda na sua infância, sujeitos a erros e acidentes de percurso. Ao longo do tempo ajustes e refinamentos no próprio conceito e nas tecnologias que o suportam devem mudar em muito a “cara” do que é hoje considerado Cloud Computing. Mas, em uma coisa eu aposto: o conceito vai “pegar” e quando isso ocorrer nossos HDs e Perfis ganharam uma outra utilidade.

Agradecimentos: Imasters, e Rodriguez

Fonte de pesquisa: The Future Of Cloud Computing



Jonas

Jovem técnico em informática, filosofo e escritor, usuário avançado de Windows 7 e adepto a programas Freewares.


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